O silêncio
“... e o dia estava quente. Quente demais. No horizonte, o deserto traiçoeiro e um ponto escuro, distante. Com o passar das horas, o ponto se transformou em traço verticalizado, sem foco. Miragem? Um beduíno perdido? O dia claro. Claro demais para as minhas retinas sensíveis. Não se via mais o traço desfocado e dançante. Somente o horizonte branco. E o silêncio. Silêncio... Silêncio... Silêncio... Restava-me somente a certeza de que aquela cena se repetiria no dia seguinte. No deserto, as coisas sempre se repetem, inclusive o silêncio...”

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