Brutalidade Jardim

Blog de literatura, prosas urbanas, poéticas visuais e literatices

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Location: João Monlevade / Brasília, Minas / Distrito Federal, Brazil

Nascido em João Monlevade, no Vale do Aço, Minas Gerais / Brasil. É jornalista. Reside em Brasília/DF desde 2007. Poeta independente abandonou a literatura impressa para mergulhar no abismo virtual. Tem trabalhos literários premiados no Brasil e muitos outros publicados em vários países, especialmente de arte postal. Seguir o meu twitter @ geraldomagela59 Born in João Monlevade, in the Steel Valley, Minas Gerais / Brazil. He is a journalist, living in Brasília / DF since 2007. Independent poet abandoned printed literature to immerse himself in the virtual abyss. It has literary works in Brazil and many others published in several countries, especially in publications of postall art.

Thursday, September 14, 2006

Dia cinza

Uma espécie de cisma me acompanha desde os tempos de menino. Os dias cinzentos são um sinal de que alguma coisa desagradável poderá acontecer. Geralmente, a “coisa desagradável” pode ser traduzida como a morte de alguém, conhecido ou não. Parente ou inimigo, não interessa, a verdade é que dificilmente erro o meu palpite insólito. Sempre morre mesmo uma pessoa em dias cinzentos, chuvosos. Com aquela tênue e perigosa névoa dominando o cenário. Hoje, por exemplo, amanheceu meio cinza, com uma ameaça de chuva ao longe. Mau sinal. Tais pressentimentos não me agradam. Ao contrário, me deixam angustiado. Daqui a pouco o telefone vai tocar, ou algum conhecido poderá me parar na rua para comunicar a morte de uma pessoa qualquer. Talvez até, infelizmente, uma pessoa querida. A coisa mais macabra nessa estória é que sempre uma pessoa qualquer faz questão de me avisar sobre as mortes. Mortes naturais ou mesmo brutais, acidentes, assassinatos, fatalidades ou coisas do tipo. É terrível. E pior ainda vai ser o dia da minha própria morte. Imagino, como não poderia deixar de ser, um dia cinzento. E ninguém vai poder me avisar.

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