Brutalidade Jardim

Blog de literatura, prosas urbanas, poéticas visuais e literatices

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Location: João Monlevade / Brasília, Minas / Distrito Federal, Brazil

Nascido em João Monlevade, no Vale do Aço, Minas Gerais / Brasil. É jornalista. Reside em Brasília/DF desde 2007. Poeta independente abandonou a literatura impressa para mergulhar no abismo virtual. Tem trabalhos literários premiados no Brasil e muitos outros publicados em vários países, especialmente de arte postal. Seguir o meu twitter @ geraldomagela59 Born in João Monlevade, in the Steel Valley, Minas Gerais / Brazil. He is a journalist, living in Brasília / DF since 2007. Independent poet abandoned printed literature to immerse himself in the virtual abyss. It has literary works in Brazil and many others published in several countries, especially in publications of postall art.

Monday, July 10, 2006

Home page mortal

Geraldo Magela

O escritório do FBI no Brasil mandou, via internet, um recado curto e grosso. Eu recebi a mensagem na redação do jornal: “havia um serial killer ( ou algo assim ) solto nas ruas da cidade ...” Só pode ser trote, disse eu, distraidamente, no Bar do Billy, tarde da noite. Mas alguém me retrucou.
“É a mais pura verdade!”
O cara era baixinho. Esquisitão.
“Se o FBI falou, pode escrever que é batata. Existe mesmo um desses pirados soltos por aí.” Ele disse com tom de sabedoria policial
Billy Paul, dono do bar, um negro esnobe, debochou:
“Ôrra, meu, isto é pura fantasia. Por aqui só tem pé de chinelo. Este papo de psicopata-psicótico-maníaco-depressivo é coisa dos States, lá só tem maluco, do tipo nascidos para matar.” E deu uma gargalhada fodida na cara do baixinho.
“Tá me chamando de mentiroso, ‘broder’?”
Billy Paul... Não teve nem tempo de responder. Uma explosão, seguida de um urro. Segundos depois, o negão perfumado estava lá estendido, aos meus pés. Um rombo feio no peito. Sangue jorrando. O meu corpo tremia. O baixinho esquisito, “coisa dos States”, segurava uma baita espingarda de cano cerrado, fumegante:
“O FBI falou, tá falado, meu irmão!” Gritava, espumando, o psicótico-maníaco-depressivo, enquanto me olhava nos olhos. Só deu pra gaguejar aquele velho clichê:
“Eu, eu, eu acredito em você! “
Ele sorriu satisfeito e desapareceu noite adentro. E eu jurei que nunca mais entraria na home page do escritório do FBI no Brasil.

1 Comments:

Blogger Thiago Moreira Gonçalves said...

a minha home page é mortal!

3:39 AM  

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